Estreante em eleições, Renan Santos é empresário e fundador do MBL
01/08/2026
(Foto: Reprodução) "Flávio Bolsonaro não tem chance de vencer Lula no 2º turno", diz Renan Santos em lançamento de sua candidatura à presidência pelo Missão.
Renan Santos disputará sua primeira eleição na carreira como candidato à Presidência e levará pela primeira vez o partido Missão, criado em 2025, às urnas.
A candidatura foi lançada neste sábado, durante evento em São Paulo.
Renan tem 42 anos, é ativista político e empresário. Ele lidera o Movimento Brasil Livre, grupo que ajudou a fundar em 2014 ao lado do deputado federal Kim Kataguiri.
O movimento virou um partido político e tem como origem a organização e a participação de protestos que pediam o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2015 e 2016.
O candidato nasceu na cidade de São Paulo e estudou direito na Universidade de São Paulo (USP), sem concluir o curso.
Renan diz que a segurança pública e o combate ao crime organizado são os temas centrais de sua candidatura e de seu projeto para o Brasil.
Renan Santos durante ato de lançamento da candidatura à Presidência, em SP
Felipe Marques/Zimel Press/Estadão Conteúdo
Combate ao crime organizado
O candidato se inspira em Nayib Bukele, presidente de El Salvador, com um discurso de guerra ao crime organizado. No evento de lançamento de sua candidatura, defendeu "matar quem roubar".
Entre suas propostas, estão o endurecimento de penas para crimes violentos, a construção de grandes presídios, medidas para acabar com o controle territorial de facções criminosas e a implementação do que chama de "Direito Penal do Inimigo".
Segundo a proposta, contida no "Livro Amarelo", seu plano de governo, trata-se de um mecanismo jurídico que passa a considerar integrantes de facções como "inimigos do Estado", "eliminando a presunção de inocência para quem for identificado como integrante dessas organizações ou portar fuzis".
Outras propostas de Renan são condicionar a reeleição de prefeitos ao cumprimento de metas; substituir a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por um regime de negociação direta entre contratante e contratado; extinguir a Justiça do Trabalho; criar uma reserva nacional em criptomoedas; criar frentes de trabalho para reduzir a dependência do Bolsa Família; e aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com um corte radical de gastos.