Família denuncia vizinha por ataques com vidro, ácido e fezes no interior de SP: 'Sensação de impotência'

  • 05/05/2026
(Foto: Reprodução)
Câmera flagra mulher jogando líquido sobre muro de casa em Arandu Uma moradora de Arandu (SP) denuncia ter sido vítima de perseguição por parte de uma vizinha, de 61 anos. Segundo ela, os episódios começaram em 2021, quando passou a perceber que a mulher jogava objetos em seu quintal. Desde então, já foram registrados quatro boletins de ocorrência. O último registro foi na segunda-feira (4), quando a vítima - que preferiu não se identificar - procurou a Delegacia de Polícia Civil da cidade para relatar um episódio ocorrido em 15 de abril. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp No boletim de ocorrência, a moradora do bairro Jardim Sodre relata um episódio registrado por uma câmera de monitoramento instalada em sua casa pelo irmão justamente para flagrar as atitudes da vizinha. Nas imagens, é possível ver o momento em que a mulher se aproxima do muro carregando uma sacola com um pote. Em seguida, ela despeja o conteúdo para dentro do quintal da residência. Segundo a vítima, o líquido seria fezes. Assista ao vídeo acima. Câmera instalada pela moradora flagrou a vizinha jogando conteúdo suspeito no quintal da residência em Arandu (SP) Reprodução/Câmera de monitoramento À polícia, a vítima afirmou que as duas são vizinhas há pelo menos 25 anos e que o comportamento agressivo da mulher começou há cerca de cinco anos. Ela disse ainda que nunca houve desentendimentos entre elas e que as atitudes tiveram início sem motivo aparente. Ao g1, o irmão da vítima afirmou que a suspeita já teria arremessado pregos, cacos de vidro, pedras e até materiais corrosivos no quintal da casa. "Tudo começou quando minha irmã teve um filho, mas não sabemos muito bem a relação com esse evento. Aí começou o caos durante a pandemia. Já arremessou caco de vidro no nosso quintal, seringa, fezes, soda cáustica. O ácido quase chegou no nosso cachorro", desabafa. No quintal e nas paredes da casa, é possível ver marcas do material corrosivo. Segundo o irmão, além dos boletins de ocorrência, a família chegou a acionar a polícia em algumas ocasiões, mas optou por não formalizar denúncia nesses casos. "A câmera não consegue capturar, porque é líquido, eu não sei se ela joga com seringa ou algo do tipo, mas fica bem difícil de a câmera capturar. Já chegou até a queimar a patinha do cachorro, o olho dele também foi prejudicado", desabafa o irmão. Morador diz que líquido jogado por vizinha deixou marcas corrosivas no chão e parede da casa Arquivo pessoal Segundo ele, os episódios ocorrem de forma esporádica. Além das ocasiões em que a vizinha foi flagrada arremessando objetos, a família afirma que, em outros momentos, ela profere ofensas e bate no muro que divide os imóveis. "Ela fica um tempo de boa, mas depois parece entrar em surto, volta a jogar ácido, falar palavras ofensivas na frente de casa, bater no muro. Já abriu até buracos no muro", afirma. O homem afirma que a irmã chegou a procurar familiares da vizinha, já que suspeita que a mulher possa sofrer de algum transtorno psicológico. No entanto, segundo ele, a situação não foi resolvida e, por isso, eles passaram a registrar ocorrências na polícia. "É uma sensação de impotência. A gente tenta resolver da forma correta, registrando boletins e evitando conflitos, mas os episódios continuam, o que desgasta bastante. Ao mesmo tempo, em alguns momentos, chego a sentir pena, porque não parece o comportamento de alguém em pleno equilíbrio mental. Fico pensando se essa pessoa não precisa de ajuda, se não há algum transtorno ou até negligência por parte da família", relata. A família afirma que sempre manteve uma convivência tranquila com a vizinhança, mas teme que a situação se agrave e que, em algum momento, a suspeita passe a agredi-los fisicamente. "O que mais cansa é essa sensação de não ter controle sobre a situação, mesmo fazendo tudo corretamente, sabe? A gente fica preocupado com a segurança da família e a frustração de ver que nada parece se resolver de forma definitiva", lamenta o irmão. O g1 entrou em contato com familiares da suspeita, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O caso foi registrado como contravenção penal - perturbação da tranquilidade na Delegacia de Polícia Civil de Arandu e será investigado. De acordo com o advogado criminalista Murilo Raszl Cortez, a diferença entre contravenção penal e crime está na gravidade das infrações: as contravenções são consideradas mais leves e, por isso, têm penas mais brandas. "A vítima narra que a vizinha vem fazendo isso há algum tempo, de forma reiterada. Neste caso, me parece que pode se configurar no crime de perseguição, art. 147-a do Código Penal", aponta. Ainda segundo o advogado, a atitude da suspeita é manifestamente ilegal, fere as regras do direito de vizinhança e pode configurar dano moral indenizável. "Sendo assim, a vítima pode também processar civilmente a autora dos fatos para buscar uma indenização", completa. Initial plugin text *Colaborou sob supervisão de Larissa Pandori Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2026/05/05/familia-denuncia-vizinha-por-ataques-com-vidro-acido-e-fezes-no-interior-de-sp.ghtml


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