Policiais são presos suspeitos de fazer cobranças para agiota no Tocantins

  • 24/04/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de agiotagem A Justiça determinou a prisão preventiva de dois policiais militares, um funcionário do sistema prisional e outro suspeito apontado como agiota. O grupo é suspeito de associação criminosa e agiotagem em Guaraí, na região centro-norte do Tocantins. Os mandados são cumpridos nesta sexta-feira (24) pela Polícia Civil. A investigação aponta que os policiais usavam a estrutura do Estado e armamento oficial para intimidar vítimas durante a cobrança de dívidas. Conforme apurado pela TV Anhanguera, a Operação Nêmesis cumpre 13 ordens judiciais, expedidas pelo juiz de garantias Milton Lamenha, que determinou a prisão preventiva dos agentes públicos e do suposto agiota. Os nomes não foram divulgados. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Também são cumpridos seis mandados de busca e apreensão e três mandados de suspensão de funções públicas. O juiz determinou a suspensão das funções públicas dos agentes por 60 dias e o recolhimento das armas. A defesa dos quatro suspeitos informou que vai se manifestar após ter acesso aos autos . "Como se trata de processo de investigação sigilosa, qualquer comentário acerca dos fatos que ensejaram as prisões , é prematuro, nesse momento processual”, informou o advogado Vinícius Moreira. O g1 questionou a Polícia Militar e a Secretaria da Cidadania e Justiça sobre a operação, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM: Bombeiros suspendem buscas por taxista que desapareceu após sair para tomar banho em balneário Homem condenado por estupro de vulnerável é procurado pela polícia no Tocantins Mecânico que passou 20 dias desaparecido na mata diz que não comia e só bebia água Operação Nêmesis, da Polícia Civil, cumpre mandados em Guaraí (TO) Divulgação/PCTO Ameaça e intimidação De acordo com a investigação, conduzida pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Palmas, o grupo usava o prestígio dos cargos públicos e armamento de serviço para realizar cobranças de dívidas em nome de um agiota da cidade. Um empresário de 45 anos e a mãe dele, de 65 anos, estão entre as vítimas do grupo. Os dois teriam sofrido ameaças e intimidações para pagar empréstimos com juros abusivos, cobrados ao longo de mais de dois anos. Segundo a Polícia Civil, a dívida teve início em Guaraí, onde o empresário contraiu empréstimo com um dos investigados, um homem de 52 anos. Com a cobrança de juros mensais elevados, que chegaram a R$ 4 mil, o valor aumentou e se tornou impossível de quitar. Mesmo após a venda do estabelecimento comercial da vítima em Guaraí, o grupo continuou cobrando o dinheiro. Já em Palmas, onde o empresário passou a morar e abriu um novo comércio, as cobranças se intensificaram. No dia 25 de fevereiro de 2026, o local foi invadido por pessoas que exigiam o pagamento da dívida por meio de ameaças graves e intimidação armada contra a mãe do empresário. Entre os investigados estão um servidor público contratado, de 36 anos, e dois servidores públicos efetivos, de 30 e 47 anos. A Polícia Civil apurou que um dos investigados chegou a simular o registro de uma ocorrência para pressionar o pagamento. Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações seguem em andamento para identificação de outros possíveis envolvidos. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

FONTE: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2026/04/24/policiais-sao-presos-suspeitos-de-fazer-cobrancas-para-agiota-no-tocantins.ghtml


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